Cobrança de Dívidas: os 3 Principais Níveis de Cobrança

Cobrança de Dívidas: os 3 Principais Níveis de Cobrança

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Saiba aqui quais são os 3 principais níveis de cobrança e que vão te ajudar a receber seus créditos em atraso.

Imagine a seguinte situação: você acorda de manhã cedo e vai para sua empresa trabalhar. Você se esforça para aperfeiçoar seu serviço ou produzir uma mercadoria boa, um produto bacana, um serviço bem feito. Depois disto você entrega tudo com o maior capricho do mundo para o seu cliente e, na hora de receber, você leva o cano. É muito frustrante, não é mesmo?

Saiba que, apesar de ser frustrante, esta é uma situação muito comum nas empresas, principalmente nos momentos de crise.

Existem três níveis de solução para este tipo de problema. São três formas de cobrança e iremos explorá-las no artigo de hoje. Então acompanhe o texto e veja como lidar com a cobrança: 5 motivos pelos quais vale a pena a via judicial.

Por que a inadimplência acontece?

É muito frustrante a pessoa prestar um serviço honesto, sério e dedicado e no final levar o tombo. Esse tombo pode acontecer por conta da má-fé do seu cliente, mas também pode ocorrer por uma questão circunstancial. Às vezes, com o momento, seu cliente também levou um cano e isso acabou virando uma bola de neve, o chamado efeito dominó, onde uma pessoa vai derrubando a outra.

Independentemente da causa, a verdade é que, se houver um atraso no pagamento, determinadas atitudes precisam ser tomadas. Você precisará agir para evitar que esse atraso se converta numa inadimplência que ocasione você ficar sem receber pelo serviço que prestou ou pela mercadoria que vendeu e disso advenha a cobrança.

Vamos falar sobre cobrança: 5 motivos pelos quais vale a pena a via judicial

Para resolver esta situação desagradável, existem três níveis de cobrança que você pode formular e é sobre elas que vamos falar no artigo de hoje.

Nível um: cobrança administrativa

O primeiro nível é a cobrança meramente administrativa que acontece por meio de e-mails, telefonemas, carta de cobrança, etc. Nesta cobrança você solicita o pagamento e informa tudo que precisa a respeito daquele assunto, sempre fazendo referência ao contrato.

Essa etapa é o momento em que você está tentando negociar com seu cliente. Mas saiba que, quando se está tentando essa fase de negociação, às vezes você terá que fazer determinadas concessões e eventualmente entender o momento da parceria. Desta forma você irá efetivamente receber o seu crédito.

Por isto esta é uma fase que não pode ser deixada de lado. É muito importante que você tente esgotar as maneiras administrativas antes de partir para algo mais grave ou mais oneroso para sua empresa e mais custoso para o seu cliente.

Um ponto importante sobre a carta de cobrança é que ela formaliza aquele documento ou cobrança. Isso faz com que a carta de cobrança tenha um peso maior do que o e-mail ou o telefonema. Normalmente o recebimento da carta tem um efeito psicológico mais importante do que um mero telefonema, uma mensagem do WhatsApp ou qualquer outra forma de cobrança.

Na área de materiais para download do nosso canal do YouTube há um modelo preparado especialmente por mim caso você não saiba como fazer uma carta de cobrança. Tenho certeza de que ela irá te ajudar bastante a reduzir a inadimplência da sua empresa.

Nível dois: cobrança administrativa com protesto

O segundo nível de cobrança ainda é a cobrança administrativa, porém esta se utiliza dos bancos de dados públicos. Normalmente através de empresas como Serasa, SPC ou cartório de protesto você pode protestar o título.

Este é um tipo de situação que tem certo impacto, principalmente quando a pessoa não tem nenhum outro protesto ou anotação de negativação de dívida no nome dela. A função desta cobrança é tornar público para o mercado que a pessoa te deve.

Pense bem: se você está tornando público para o mercado que a pessoa te deve, automaticamente ela tende a querer resolver este impasse. O resultado? Se você for seu único problema, o devedor não irá arriscar perder o crédito que tem com outros fornecedores apenas por dever para um em específico, correto?

Portanto, essa é uma possibilidade que você precisa considerar se quiser receber o seu crédito e reduzir o nível de inadimplência da sua empresa. Contudo, eu sugiro alguma cautela no uso desta forma de cobrança. Não encaminhe títulos a protesto e nem anotações nos órgãos de proteção de crédito sem antes consultar o seu departamento jurídico a respeito da legalidade da operação.

Por que se resguardar juridicamente?

Muitas vezes uma operação não está bem robusta juridicamente, podendo ter pontos de fragilidade ou de vulnerabilidade. Desta forma, ao promover o protesto de uma dívida ou sua inscrição em órgãos de proteção de crédito, você pode estar se sujeitando a uma ação judicial futura. Isso faz com que um ataque da cobrança da dívida se torne um contra-ataque, fazendo com que seja gerado um prejuízo maior ainda para o seu negócio.

Por isso se você optar pela opção número dois, estratégia muito importante na ação de cobrança, é altamente recomendável que você consulte antes o seu departamento jurídico. Ele poderá emitir um parecer permitindo que se mande a dívida a protesto, pois todas as cautelas legais estarão preservadas. Se sua empresa tomar todos os cuidados você não sofrerá uma ação judicial e, caso sofra, provavelmente você ganhará.

Nível três: cobrança judicial

O terceiro e último nível é por meio da cobrança judicial e, dependendo da sua ação, você pode promover uma execução, uma ação monitória ou uma ação de cobrança. A forma jurídica adequada para cobrar essa dívida deve ser determinada pelo seu advogado, mas há um ponto muito importante: todas as dívidas são corrigidas monetariamente pelos índices oficiais.

Alguns tribunais adotam o INPC, outros adotam o IGPM ou IPCA e alguns tribunais têm as tabelas de suas próprias corregedorias. Mas, em toda a legislação nacional, a partir do momento em que você ajuizou a sua ação judicial, passam a correr juros moratórios de 1% ao mês além da correção monetária e isso não incide na cobrança administrativa.

Assim sendo, pode ser que você precise ir para a via judicial e, por ela ser um pouco mais demorada, você só receberá seu crédito dentro de três ou quatro anos. Mas precisamos ter em mente que durante todo esse período o seu crédito será corrigido monetariamente e remunerado com 1% de juros moratórios. Este valor é difícil de ser encontrado em qualquer investimento financeiro hoje em dia, não é mesmo?

Por conta disto, muitas vezes o devedor pensará duas vezes se realmente vale a pena manter uma discussão morosa na justiça ao invés de tentar fazer um acordo e pagar a dívida. Desta forma, considere a possibilidade do uso de ações judiciais como forma de recebimento do seu crédito.

Deve-se recorrer ao terceiro nível depois que você esgotou os dois primeiros, mas ele não pode ser menosprezado, pois é um nível importante e fundamental se você quiser manter em dia a saúde financeira do seu negócio.

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